O Céu de Coimbra

Coimbra tem mais encantos na hora da despedida

Julho 8, 2008 · 3 Comentários

Eu gosto de despedidas! Estranho falar assim, né? Mas é a mais pura verdade. E nesse ano eu tenho passado muito por este bom e velho ritual.

Quando saí no Brasil, toda a confusão e atraso no aeroporto me impediram de ter esse momento com os que ficavam. Abraços apressados, corrida para o embarque e lá estava eu, meio entorpecida rumo ao desconhecido.  Ao chegar a Portugal, sentada na estação de trem de Lisboa, o entorpecimento começando a passar, percebi que só veria aqueles amados seis meses depois. A sensação de ausência foi profunda.

Hoje, quase cinco meses após àquele dia, passo por nova despedida. Há algumas semanas vejo os amigos indo embora de Coimbra – alguns a voltar para seus países, outros indo viajar (como eu) e outros, ainda, indo para seus empregos de verão.  De maneira que já passei pelo velho ritual algumas vezes. Aceno para táxis e lágrimas. Abraços, lágrimas e promessas de encontros. Risos, abraços e um sentimento estranho. Abraços, lágrimas e acenos para ônibus. Abraços, risos e mau humor. Choro retardatário.

A maior parte dos meus amigos já se foi. Ficamos apenas um pequeno grupo de remanescentes. Agradeço a Deus pelo fato de a maioria deles ser brasileira; e muitos do Rio de Janeiro.

Aliás, a maneira como Deus cuidou de tudo, me arrumou companhia durante esses meses é maravilhosa. A verdade é que eu nunca estive sozinha, mas, mesmo assim, Ele me proveu amigos que me ajudassem a sobreviver à saudade dos que deixei.

Logo chegará a minha vez de deixar Coimbra para trás. Deverei me despedir da D. Rosa, do meu quarto, da Sé Velha, do Rio Mondego. Dessa vez não serei tão corrida, pois essa despedida deverá ser mais definitiva.

O ritual dos abraços, lágrimas, promessas e risos significa muito pra mim. É um ciclo que se fecha; um tempo que termina. No entanto, como viva estou, fecho um para começar outro. Que, se Deus quiser, será igualmente – ou até mais – abençoado.

Por isso, afirmo: eu gosto de despedidas sim! Elas doem, mas fazem parte.

Beijos e até logo!

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